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Estudantes da UFT são selecionados para estudar no exterior

Texto de Geseana de Jesus, publicado no G1 - 17 de julho de 2013 868 Visualizações
Estudantes da UFT são selecionados para estudar no exterior
 
Cerca de 60 estudantes da Universidade Federal do Tocantins (UFT), a partir deste mês de julho, embarcam em uma nova experiência de vida. Eles se inscreveram no Programa Ciência sem Fronteiras, que oferece bolsas de estudo no exterior financiadas pelo governo brasileiro, foram selecionados e vão para outros países, onde darão continuidade à graduação e farão um curso de idiomas para aprimorar o conhecimento na língua estrangeira.
Fora do país de origem, eles terão o desafio de adaptar ao novo ambiente e às novas salas de aula. O estudante do 7º período de engenharia civil, Samuel Gomes, de 22 anos, embarca paraAustrália, no dia 27 de julho. Lá, ele vai fazer um curso de idiomas durante cinco meses para aprimorar o conhecimento na língua inglesa e poder cursar as disciplinas de engenharia, por 1 ano, na Royal Melbourne Institute of Technology.
Apesar de saber das dificuldades que vai enfrentar, como a saudade da família e o desafio de, em pouco tempo, aprender a língua estrangeira, Samuel diz que os estudos lhe abrirão portas. Ele conta que está tendo uma grande oportunidade porque não teria condições de pagar para estudar em outro país. “Fiquei sabendo que o instituto, onde vou estudar, é um dos melhores na minha área. Além de ampliar o meu conhecimento, vou poder aperfeiçoar o inglês, idioma importante para qualquer profissional”.
Samuel e os outros estudantes passarão quase 2 anos longe de casa e não poderão voltar nem para visitar a família no Brasil.
A futura engenheira ambiental, Luana Bruna Walker, de 22 anos, sabe do desafio que tem pela frente. Ela embarca dia 2 de agosto para Alemanha e diz que uma das maiores dificuldades será aprender a língua, além de se adaptar ao clima, à cultura e à vida longe dos pais.
Ela ainda não fala fluentemente alemão. Nos primeiros sete meses que ficar em Frankfurt, vai estudar a língua do país. Só depois, ingressará em uma Universidade. Apesar dos desafios, Luana Bruna reconhece que cursar algumas disciplinas em uma instituição estrangeira vai lhe proporcionar “experiência de vida e aprendizado, tanto no conhecimento do idioma, quanto na área, em que pretende atuar”.
A graduação sanduíche (modalidade de ensino superior na qual o estudante realiza parte dos seus estudos em uma instituição estrangeira) também é vista como uma oportunidade por Letícia Longhi, de 20 anos, estudante do 5º período de engenharia ambiental. Ela vai para aIrlanda no final de agosto e está receosa quanto à vida que lhe espera. “Eu nunca morei longe de casa, mas, pelo menos, vou aprender a cozinhar”, brinca. Apesar do desafio de ter que se adaptar longe da família, ela vê o intercâmbio como uma oportunidade. “Não dá pra dizer ‘não’. Vou encarar porque é uma oportunidade de crescer profissionalmente”.
Nem todas as matérias que os alunos cursarem nos outros países serão aceitas na ementa do curso da UFT. Letícia diz que vai atrasar em quase 1 ano a graduação, mas não vê problemas. “Vai dar pra correr atrás, além de que o ganho vai ser muito maior”.
Neste período que passarão fora do Brasil, os estudantes vão ter a oportunidade também de conhecer os costumes, a culinária, a música e os monumentos e pontos históricos dos países, onde vão morar. Uma chance de ter experiência com o “outro”, o novo e o diferente. Caio Fernando Santos, de 19 anos vai atravessar continentes para estudar na China. Quando perguntamos a ele qual o lugar mais longe onde ele já viajou, o estudante ri: “O lugar mais longe onde fui, foi no Pará, agora vou para o outro lado do mundo”.
Caio faz o 4º período de engenharia elétrica na UFT. Ele diz que nunca estudou mandarim, por isso mesmo escolheu a China. “O inglês eu posso aprender aqui no Brasil, mas o mandarim é mais difícil. É melhor que eu aprenda no país, onde se fala a língua”. Ele vai ficar mais tempo no país: 2 anos. Um ano estudando o idioma e o outro cursando engenharia elétrica.
Ele diz que se for olhar a curto prazo, vai se atrasar na UFT, mas a longo prazo, os ganhos serão maiores que as perdas. “Para o mercado de trabalho eu vou ser muito mais capacitado”.