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VALE, RUMO, MRS e VLI falam sobre iniciativas e desafios ligados à Ferrovia 4.0

Redação EC - 24 de maio de 2021 288 Visualizações
VALE, RUMO, MRS e VLI falam sobre iniciativas e desafios ligados à Ferrovia 4.0

Painel formado por profissionais da área de transporte de carga sobre trilhos debate “Ferrovia 4.0”. Mediado pelo professor da Unicamp, Paulo Kurka, o encontro reuniu representantes das empresas VALE, RUMO, MRS e VLI para analisar os principais avanços em automação e monitoramento de ferrovias.

Quem abriu a rodada de apresentações foi o Gerente do Centro de Excelência em Ferrovias da VALE, Rafael Gaier. “Atualmente, a VALE conta com uma série de iniciativas nesta frente, incluindo projetos de automação de trens, automação de manutenção, utilização de drones, entre outros. Agora, nosso principal desafio é combinar a massa de informações que já está disponível, a fim de deixarmos a vida das pessoas mais fácil e podermos tomar decisões mais assertivas”, disse.

Na sequência, foi a vez do Gerente de Inovação da RUMO, Rafael Pinto, falar sobre o assunto. “A RUMO conta com uma operação de 13 mil km de ferrovia, com mais de 1.200 locomotivas e 33 mil vagões. Essa grande quantidade de ativos mostra toda a capacidade que temos para utilizar algoritmos de otimização e predição, para apoiar a tomada de decisão”, comentou.

Ao longo da apresentação, Pinto defendeu que é preciso ir além do monitoramento e da coleta de dados. “Alinhado a isso, também precisamos ter mecanismos de automação para que seja possível atuar de forma rápida na solução de problemas. Hoje, por exemplo, fazemos uso de dados apoiados em algoritmos para prever acidentes em ferroviários”, pontuou.

O Consultor Ferroviário da MRS, Felipe Moreira, por sua vez, destacou o mundo de oportunidades que a Indústria 4.0 traz para as ferrovias. “Para além da grande quantidade de ativos, o setor ferroviário também lida com processos de operação e manutenção complexos, que envolvem grandes recursos, fora a alta interação com os clientes e com a cadeia de suprimentos. Em cada uma destas frentes é possível utilizar os pilares da Indústria 4.0 para alcançar benefícios em segurança e eficiência”, apontou.

Como exemplo, ele citou alguns avanços que a MRS tem feito dentro da manutenção ferroviária, com a ajuda da tecnologia, incluindo a utilização de Waysides para monitoramento da frota, cruzamento de dados de vagões, robotização de processos repetitivos e algoritmos para priorização de manutenções.

Para finalizar a rodada, o Especialista Ferroviário da VLI, Lucas de Castro Valente,falou sobre as iniciativas em transformação digital para ferrovia 4.0 da companhia. Entre as soluções citadas por Valente está o NomadVibe, sistema de monitoramento baseado em acelerações e velocidades angulares.

“O NomadVibe tem como objetivo priorizar a correlação dos defeitos de carro controle, que potencialmente oferecem maior risco a operação. Por meio de simulações, instrumentação de campo, inteligência artificial e técnicas de processamentos de sinais, ele consegue converter as acelerações em indicadores de risco”, explicou.

A utilização de Waysides para detectar falhas já presentes nos ativos ou o avanço de falhas no sistema também foi mencionada pelo especialista da VLI. “No geral, todas essas iniciativas buscam o máximo desempenho dos ativos, sem que haja perdas operacionais e de segurança”, concluiu.