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Construtora anuncia hotel espacial com gravidade artificial

Inovação Tecnológica - 28 de junho de 2021 797 Visualizações
Construtora anuncia hotel espacial com gravidade artificial

Estação Espacial Voyager

Uma empresa pouco conhecida do setor aeroespacial, a Orbital Assembly Corporation, dos EUA, anunciou que já detém toda a tecnologia para construir um hotel espacial em órbita da Terra.

E a proposta é ambiciosa: Construir uma estação espacial com gravidade artificial, muito parecida com a icônica estação do clássico 2001: Uma Odisseia no Espaço.

Antes disso, porém, a empresa quer se firmar como a primeira "construtora espacial", uma empresa de projetos e engenharia que pretende fazer no espaço tudo o que se espera de uma empreiteira: "Construir coisas no espaço".

A primeira das tecnologias que a empresa apresentou é o DSTAR, sigla em inglês para Robô Demonstrador de Montagem de Treliças Estruturais.

"Assistir ao DSTAR montando a estrutura de treliça de seis toneladas e se expandir para o comprimento de um campo de futebol, como será no espaço, foi uma emoção para todos. Estamos no caminho certo para o nosso primeiro prazo de lançamento de missão, programado para 2023," anunciou Tim Alatorre em uma nota à imprensa.

Visão geral da Estação Espacial Voyager.
[Imagem:Orbital Assembly]

Não foram dados mais detalhes sobre o robô, mas a empresa já listou o seu cronograma para se tornar uma empreiteira espacial.

Os planos incluem lançar, já em 2023, uma missão de demonstração, na qual o robô será rebatizado de DSTAR para PSTAR, devido à troca do termo "Demonstrador" por "Protótipo".

O PSTAR montará uma estrutura circular em treliça com 52 metros de diâmetro, que deverá se tornar o anel central do futuro hotel, que se chamará Estação Espacial Voyager.

Os hóspedes - e o pessoal de serviço - terão plataformas para caminhadas espaciais.
[Imagem:Orbital Assembly]

No interior do círculo, quatro propulsores darão o impulso para manter a estação girando sobre o próprio eixo, criando um efeito de gravidade artificial, equivalente a um sexto da gravidade da Terra, ou semelhante à gravidade da Lua.

No círculo ficará o atracadouro, onde até duas naves poderão estar acopladas ao mesmo tempo, e módulos para oferecer a experiência de microgravidade. A partir daí, quatro "elevadores" estarão disponíveis para acesso às acomodações.

Em seus 11.600 metros quadrados de espaço habitável, incluindo módulos e tubos de acesso, será possível acomodar até 400 hóspedes simultaneamente, que poderão contar com 40 módulos salva-vidas, chamados Veículos de Retorno de Emergência.

Serão 40 botes salva-vidas à disposição dos hóspedes.
[Imagem:Orbital Assembly]

A proposta da empresa é que os primeiros hóspedes possam ser recebidos no hotel espacial, ainda ainda antes de sua finalização, por volta de 2027.

É bom não esquecer que cronogramas para missões espaciais parecem ser feitos para não serem cumpridos. Outra empresa norte-americana, a Bigelow, anunciou seu hotel espacial inflávelhá mais de 20 anos, anunciando que os primeiros quartos estariam disponíveis no espaço em 2006.

Dez anos depois, em 2016, a empresa conseguiu fazer o primeiro teste de seu módulo inflável, atracando-o à Estação Espacial Internacional. O hotel ainda não começou a ser construído.