Logotipo Engenharia Compartilhada
Home Notícias O futuro da construção inteligente e otimização dos canteiros de obras são destaques no primeiro dia da Smart.Con
Evento

O futuro da construção inteligente e otimização dos canteiros de obras são destaques no primeiro dia da Smart.Con

- 08 de julho de 2021 143 Visualizações
O futuro da construção inteligente e otimização dos canteiros de obras são destaques no primeiro dia da Smart.Con

Realizado no formato virtual, entre os dias 6 e 7 de julho deste ano, a Smart.Con chegou para ser um evento inédito para a indústria da construção civil no Brasil. Com o objetivo de disseminar conhecimento e troca de experiências, a feira reuniu fabricantes de equipamentos, escritórios de engenharia, startups, dentre outros. Para o primeiro dia, a engenharia inteligente e a utilização da tecnologia embarcada foram alguns dos principais assuntos abordados.

Como ponto de partida da programação, a sessão plenária foi marcada pelas apresentações do Secretário Nacional de Transportes Terrestres, Marcello da Costa, e do Coordenador de Inovação Industrial do Ministério do Estado da Ciência, Tecnologia e Inovações, Guilherme de Paula Correa. O tema era “O futuro da construção inteligente em um mundo 4.0”.

O Secretário traçou um panorama dos investimentos relacionados às malhas de transporte no Brasil e sua importância para o setor da construção civil.

Segundo ele, há uma forte relação entre investimento em infraestrutura e geração de atividade econômica.

Por esse motivo, ele considera a retomada de obras públicas paralisadas, principalmente no modal rodoviário, e o programa de concessões como a solução para a retomada do crescimento, freado pelas restrições orçamentárias do governo e os impactos gerados pela pandemia. “Com esse programa do Ministério da Infraestrutura iremos, na próxima década, dotar de um nível de competitividade que o país merece. Iremos destravar novos investimentos e fomentar a indústria a ter um transporte eficiente”, afirmou.

Já Guilherme de Paula Correa, ressaltou a oportunidade de aproveitamento das principais políticas públicas, ligadas à tecnologia, pela construção civil. Entre elas, estão a Estratégia Brasileira para a Transformação Digital, a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial e o Plano Nacional de Internet das Coisas.

“Assim como fazemos no segmento de agronegócio, saúde e turismo, seria interessante a criação de uma câmara para a construção 4.0. Uma forma de reunir os atores, discutir ideias e alavancar o setor, por meio dessas ferramentas”, destacou.

A engenharia inteligente

A sessão “As possibilidades da engenharia inteligente” da Smart.Con contou com a participação da Diretora Técnica de Integração e Processos da Concremat Engenharia e Tecnologia, Alba Pires, e do Sócio da L.E.K Consulting, Paulo Vandor. O moderador das apresentações foi o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Sergio Scheer.

O termo engenharia inteligente foi definido por Vandor como um tripé entre processos/métodos, a disponibilidade de softwares e a capacidade multidisciplinar dos profissionais. Como expoente dessa combinação, o especialista destacou a implantação da metodologia BIM (Modelagem da Informação da Construção).

Enquanto isso, Alba Pires reforçou a necessidade de integração de toda a cadeia produtiva como fundamental para o sucesso da construção industrializada. Além, da capacitação profissional, desde projetistas, fornecedores e executores. “Engenharia inteligente é aquela que entrega eficiência para o investidor e deixa um legado para a sociedade”, destacou.

Tecnologia embarcada em equipamentos

Representada pelo Instrutor Alexandre Mariano e pelo Gerente Divisional Comercial, Renê Porto, a Liebherr Brasil teve seus equipamentos apresentados durante a sessão sobre “Otimização do layout de canteiro de obras com tecnologia embarcada em equipamentos”. As máquinas destacadas foram os guindastes móveis sobre esteiras e pneus, com as tecnologias VarioBase e VarioBallast, e os guindastes de torre.

“Uma grande realidade dos canteiros de obras são os desníveis de superfície e os taludes, o que restringe o espaço de trabalho de alguns equipamentos. Nossos guindastes ajudam justamente nisso, pois operam em diversas condições”, afirmou Renê Porto.