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Vendas de equipamentos pesados devem crescer 6% em 2024

Adriana Roma, Há Propósito Comunicação - 24 de novembro de 2023 470 Visualizações
Vendas de equipamentos pesados devem crescer 6% em 2024

A Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), apresentou o 18º estudo “Tendências no Mercado da Construção”, coordenado pelo consultor, Mário Anibal Miranda. O estudo traz a previsão do mercado para 2024 e o desempenho esperado em 2023. Para o próximo ano, a previsão é de um crescimento de 7%, ou seja, serão vendidas 33.080 máquinas da linha amarela, enquanto em 2023, o resultado será de 31.024. Retroescavadeiras, pás-carregadeiras e escavadeiras hidráulicas (com exceção das miniescavadeiras) serão os “best-sellers” da linha amarela, conforme comentou Miranda, durante a apresentação dos dados.
O estudo também apresenta a previsão de crescimento para outras linhas de equipamentos. As vendas de caminhões fora de estrada terão uma alta de 23%, enquanto motoniveladora e rolos compressores/compactadores deverão registrar aumento de 4%. As minicarregadeiras (skid steers) terão um crescimento de 1%, assim como os tratores pesados de pneus. Para caminhões rodoviários, a previsão é de aumento de 5% nas vendas.
Outros segmentos de equipamentos pesados também seguirão a tendência de aumento nas vendas. Compressores portáteis, plataformas elevatórias e guindastes vão registrar crescimento, respectivamente, de 18%, 11% e 20%. As expectativas não são tão otimistas para em outros segmentos como manipuladores telescópicos, com a previsão de queda de 39% nas vendas, bem como para autobombas com mastro de distribuição, autobomba estacionária e bomba estacionária rebocável, com perspectivas de retração entre 13% e 21%. Na categoria de caminhões betoneiras a previsão de queda será na ordem de 9%.

Dessa forma, na análise macro dos demais equipamentos, excluindo linha amarela, 2024 deverá registrar aumento de 5% nas vendas, somando 22.432 equipamentos vendidos. O segmento deverá fechar o ano de 2023 com 21.460 máquinas vendidas. Considerando o total geral de equipamentos, incluindo linha amarela, a média de crescimento será de 6% no próximo ano, com 55.512 máquinas vendidas, ante o resultado estimado de 52.484 em 2023.
As estimativas para 2024 representam uma recuperação para o setor como um todo, considerando que 2023 deverá encerrar com desempenho inferior ao registrado em 2022. Na linha amarela, a maior retração foi registrada na venda de escavadeiras hidráulicas: -41%. Pás carregadeiras e retroescavadeiras acumularam quedas de 30% e 13%. As vendas de equipamentos da linha amarela, em 2023, estão estimadas em 31.024, ou seja, -21%, do que foi efetuado em 2022.
Nos demais equipamentos, a previsão é de uma queda de 13%, com 52.426 equipamentos vendidos em 2023. Em novembro de 2022, o setor contabilizou 67.778 vendas. Autobomba com mastro de distribuição (-28%) e autobomba estacionária (-24%) acumulam os maiores percentuais de redução. Nessa categoria, compressores portáteis (10%), tratores pesados com pneus (5%) e caminhões rodoviários (7%) são os únicos com registro de aumento nas vendas em 2023.
A Sobratema apresentou o 18º estudo “Tendências no Mercado da Construção” no dia 23 de novembro, durante uma transmissão online, com participação do economista, Luís Artur Nogueira, Afonso Mamede, presidente da Sobratema, Eurimilson Daniel, vice-presidente da Sobratema, de Christiano Kunzler, CEO da InfraBrasil. Para compor o estudo, 42 empresas o colaboraram nas sondagens, sendo construtoras, locadoras e dealers.

Cenário econômico e as perspectivas para o próximo ano,
De acordo com o economista Luís Artur Nogueira, a conjuntura em 2024 dependerá da evolução do conflito entre Israel e Hamas, na Faixa de Gaza. Ele explica que, se o conflito ficar restrito, sem a entrada de outros países, a economia não sofrerá grandes impactos. Porém, Luís Artur Nogueira pondera que, se outros países entrarem no conflito, a tendência é de aumento no preço do barril de petróleo e nas taxas de juros, afetando as exportações brasileiras.
Ao trazer os dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o economista comparou o desempenho da economia mundial em relação ao desempenho da economia brasileira. Na conjuntura internacional, explica Nogueira, em 2022, o crescimento foi de 3,5% e fechará em 3%, em 2023. Para 2024, o FMI prevê uma desaceleração de 2,9% na economia mundial, considerando que o conflito fique restrito à Faixa de Gaza. Na conjuntura nacional, Nogueira aponta que os indicadores do FMI foram de 2,9% em 2022 e o resultado poderá chegar a 3,1% em 2023, seguindo em queda e chegará a 1,5%, em 2024. No horizonte de 2025 a 2028, no cenário internacional, o crescimento médio será de 3%, enquanto, no Brasil, o crescimento será de 2% nesse período.
Ao colocar o questionamento “Por que o Brasil não lidera o crescimento mundial?”, Nogueira atribui o desempenho da economia brasileira à insegurança política, diante das incertezas de quem manda no Brasil, diante de figuras influentes e divergentes como o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin, a primeira-dama, Janja, etc.
Diante dessa insegurança, a economia brasileira fica refém de um círculo vicioso de déficit de contas públicas, piora do cenário da inflação, alta dos juros e, consequentemente, queda no Produto Interno Bruto (PIB) e mais desemprego. A saída desse círculo, sugere Nogueira, seria o controle das contas públicas, seguido pelo controle da inflação, juros mais baixos, favorecendo o aumento do PIB e do emprego.
Para 2024, Nogueira comenta que a queda dos juros não terá impactos efetivos, mesmo ficando abaixo dos 10% ao ano. Ele explica que esse efeito será mais sensível no ciclo 2025/2026. Mesmo assim, há tendências positivas na conjuntura nacional graças à combinação de concessões, Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e Minha Casa Minha Vida, com a geração de obras. Com a taxa de juros sob controle, o setor imobiliário terá um novo ciclo de crédito barato, aquecendo o lançamento de imóveis. O agronegócio, a mineração e a construção civil continuarão sendo os motores da economia nacional no próximo ano.