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RISCOS

Brasil ainda aguarda o desligamento de 28 barragens com alerta de risco de rompimento, aponta estudo

ASSESSORIA DE IMPRENSA - 01 de abril de 2024 294 Visualizações
Brasil ainda aguarda o desligamento de 28 barragens com alerta de risco de rompimento, aponta estudo

[Imagem: Ricardo Moraes/Reuters]


Relatório divulgado em dezembro de 2023 pela Agência Nacional de Mineração (ANM) aponta que o Brasil tem ao todo 53 barragens que aguardam desligamento, com destaque para Minas Gerais que possui 34. De acordo com o documento, 28 dessas estruturas estão avaliadas com algum nível de risco de rompimento.

Rogério Neves, CEO da CPE Tecnologia, empresa que atua no mercado de soluções para geotecnologia, comenta que “casos como os ocorridos em Mariana e Brumadinho já deveriam ter sido o suficiente para que as barragens em situação de risco fossem desativadas. Os dois casos nos mostram que devemos abrir os olhos sobre os perigos de não supervisionar grandes estruturas como essas. Com o novo PAC trazendo um grande investimento para os setores de infraestrutura e construção, o poder público e a iniciativa privada precisam trabalhar para monitorar essas barragens, fazer obras necessárias e mitigar quaisquer riscos”.

Segundo Neves, uma das melhores formas de se realizar o monitoramento de barragens se dá pela utilização de equipamentos e ferramentas de geotecnologia. “Algumas tecnologias, como lasers scanners, que fazem varreduras em grandes áreas ou ambientes fechados e podem ser acoplados em drones, ecobatímetros, que fazem a análise de terreno submerso, entre outras, são exemplos de ferramentas que podem ser utilizadas para essa atividade”, comenta.

“Essas tecnologias, por auxiliarem na captação de informações relevantes para os profissionais da área tomarem decisões estratégicas, são recursos muito importantes para auxiliar topógrafos, engenheiros e outros profissionais a identificarem com rapidez e precisão quais os problemas na estrutura, sua gravidade e como proceder, pensando também na população que pode ser afetada”, afirma o executivo, que acrescenta que “é preciso investir em tecnologia e capacitação da mão de obra, não apenas para identificar os problemas, mas para que alguma atitude seja tomada antes de outra catástrofe”.

Ele finaliza abordando a polivalência das tecnologias, dizendo que “os equipamentos podem ser utilizados não só em atividades como monitoramento de barragem industrial e barragem de mineração, fiscalização de acúmulo de água, mas também para fiscalização ambiental, prevenção em áreas de desmatamento, vistoria de licenciamento ambiental e gestão de monitoramento de unidades de conservação”