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Metso e a mineração ecossustentável

- 09 de outubro de 2013 1185 Visualizações
Metso e a mineração ecossustentável
 
Como a indústria mineral vai conseguir avançar em seus processos de produção e, ao mesmo tempo, reduzir o impacto ambiental? Para o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), a resposta é o desenvolvimento sustentável.
Especialistas do organismo indicam que é preciso minimizar três aspectos da mineração e maximizar um quarto. Os três a serem diminuídos são os insumos necessários para produzir o minério, da água aos resíduos gerados, a energia demandada nos processos, e os impactos no meio-ambiente. O item a ser maximizado é a satisfação da sociedade com a atividade mineral. Considerando os aspectos citados, a Metso tem contribuído para o quarteto especificado pelo Cetem ao disponibilizar as chamadas tecnologias verdes ou limpas para a indústria mineral. 
Essa é a forma de a Metso compartilhar, com seus clientes, a responsabilidade de criar um cenário de desenvolvimento sustentável. A empresa vem incorporando as tecnologias verdes em seus processos, equipamentos e serviços. Uma das iniciativas que agregam melhorias é a simplificação das necessidades de manutenção. As ações ecossustentáveis incluem ainda a redução da emissão de gases poluentes, ao eliminar seus causadores. As tecnologias verdes também estão presentes nos processos minerais que minimizam ou eliminam o consumo de água.
Para os quatro exemplos citados, a Metso possui casos reais de aplicação. A redução do consumo de energia é um deles. A aplicação do Vertimill em uma mineradora de cobre no Brasil, com a diminuição do consumo energético em 30%, é um dos exemplos mais recentes. O Vertimill substituiu um moinho de bolas, cuja manutenção mais complexa, exigia grande consumo de lubrificantes e de corpos moedores. Além de ser mais eficiente energeticamente, o menor consumo de peças de desgaste confirma o aspecto sustentável do equipamento, que possui um projeto de engenharia inteligente.
A mesma simplificação de manutenção e operação pode ser alcançada com recursos presentes no HRCTM, Prensa de Rolos recentemente lançada pela Metso que através de características construtivas únicas proporciona a operação uma vida maior dos revestimentos, maior eficiência de cominuição, maior eficiência energética e maior disponibilidade.
Um terceiro exemplo combina a otimização da manutenção, com aumento de segurança. Trata-se do Megaliner polymet, revestimento para moinhos SAG, AG e moinhos de bolas. A tecnologia reduz o tempo de troca dos revestimentos e aumenta a segurança dos profissionais que realizam essa troca, pois não há necessidade de manter a equipe de manutenção no interior do moinho para efetuar a montagem, uma vez que os parafusos de fixação são instalados pelo lado de fora do moinho.
A redução da emissão de dióxido de carbono também acontece como resultado direto da introdução de soluções de britagem e transporte na mina, conceito também conhecido por IPCC “In Pit Crushing and Conveying”. Este conceito se aplica desde os grandes britadores giratórios primários semi-móveis até os versáteis Lokotracks, que combinados com a solução de transporte por correias, propiciam a minimização ou eliminação da frota de caminhões na mina garantindo retorno financeiro, ganhos em segurança operacional e redução significativa da emissão de poluentes.
A flexibilidade operacional também gera dividendos verdes com o uso de peneiramento a seco, já adotado por uma mineradora no Brasil. Um exemplo recente foi o desenvolvimento do peneiramento à umidade natural realizado para uma mineradora de grande porte. Com a instalação de peneiras com uma nova tecnologia exclusiva da Metso, que permitiu a retirada da lavagem do peneiramento, a planta eliminou do consumo anual 19,7 milhões de metros cúbicos de água, o que corresponde ao consumo médio de uma cidade com cerca de 430 mil habitantes. Esta nova peneira foi desenvolvida para operar com movimento elíptico e com alta aceleração, que otimizou o processo de peneiramento com umidade natural. A alta aceleração é gerada pela possibilidade de operar com uma rotação de até 1040 rpm, tecnologia que coloca a Metso na vanguarda desse tipo de equipamento, pois a maioria dos fabricantes limita seus sistemas de peneiramento na ordem de 900 rpm.
A automação de plantas de processamento mineral também contribui para as práticas que minimizam os efeitos no meio-ambiente. Ao capturar dados em tempo real, habilitar controles em modo automático e criar históricos de operação, sistemas de automação como o Metso DNA permitem que as mineradoras aperfeiçoem suas práticas operacionais, reduzindo energia e consumo de reagentes. A otimização igualmente acontece no estabelecimento de manutenção preditiva mais assertiva: ao intervir no equipamento na hora certa, a mineradora evita a quebra e suas consequências, como o vazamento de fluídos e outros problemas associados.
“Estes são apenas alguns dos cases que ilustram o compromisso da Metso em entregar soluções que apoiem nossos clientes em seus desafios diários” – finaliza Alice Pinheiro, Gerente de Marketing e Comunicação da Metso.