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Os canteiros de obras, por possuírem muitos materiais e ficarem em espaço aberto, são locais propícios para a formação de criadouros do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. A organização, nesses casos, é a principal forma de evitar os focos do mosquito, segundo orientações do Seconci-SP (Serviço Social da Construção).
É importante que haja o armazenamento correto de tijolos, lonas, latas e baldes e a cobertura de equipamentos que não estiverem em uso evitando assim o acúmulo de água nos materiais. Também é imprescindível que o canteiro de obras tenha constante manutenção e limpeza, como desobstrução de ralos, calhas e drenos, para que haja o escoamento correto da água.
O Seconci-SP também ressalta a importância de manter uma rotina de inspeção, pois os ovos depositados podem se manter vivos por mais de um ano a espera de água. Além disso, as formas de prevenção da dengue devem ser abordadas no DDS (Diálogo Diário de Segurança) de forma que a equipe de trabalhadores possa detectar os focos do mosquito.
Segundo dados da entidade, em 2024, foram 884 casos registrados e 402 casos confirmados de dengue.
Sintomas
Segundo Hussein Yussef Lopes Zar, médico clínico do Seconci-SP, os sintomas da dengue são febre alta repentina, dor de cabeça, dor nas articulações, fadiga muscular, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, coceira, náuseas e vômitos.
“É importante procurar atendimento médico, ou o serviço de saúde mais próximo, incluindo unidades básicas, para seguir com avaliação, diagnóstico e classificação de risco”, orienta Zar.